quinta-feira, 30 de julho de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
Incompletude
sexta-feira, 10 de julho de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
Derivação
Minhas Palavras
Se faço versinhos em versões distorcidas,componho com punhos cerrados.
Palavras pervertidas, criações invertidas a contento,
meus lamentos: negros rumores da alma que às vezes converto
em versos brancos que invento.
Às vezes, portas fechadas,
componho presa a um pé de vento,
ao pé da letra, ao pé da mesa, aos pés de mim mesma.
Tantas vezes caço palavras em palavras mal cruzadas,
em linhas mal traçadas,
quando, mãos amordaçadas, sou eu sempre a frágil presa.
Às vezes represa, comportas abertas,
à livre palavra me prendo.
Fluida liberdade: a busco, abuso, improviso e crio.
Desalinho meus traços, sublinho meus passos,
desafirmo minhas máximas, desonero hemácias, me hidroliso.
Nas redundâncias me encontro,
me asterisco, me pontuo, me reticentencio.
Sem setas, sentenças, parafraseio meus contos,
corrijo meus pontos, me apresso sem metas,
perco o norte, vou ao surreal,
me pego analfabeta, em síntese, sem base,
em plena metástase gramatical.
Com minhas retóricas me calo. Escrevo.
Por instinto, insisto, convenço em silêncio.
Minhas palavras agudas são mudas,
meio ápice, apocalipse, absurdas,
pouco em si cabem,
se cabem, as sobras me invadem.
Mesmo assim componho,
mesmo que tudo se acabe, mesmo que eu volte ao início,
ao rupestre, ao hieróglifo, ao papiro,
que eu caia no precipício do tempo,
que me debata em debates nas Ágoras.
Minhas teorias, meus teoremas,
me pinto um inexato Pitágoras.
Transpiro poemas sob a luz de Apolo,
sob o alívio dos meus eufemismos,
no pouco exagero dos meus delírios,
ou em meus enfáticos paroxismos.
Na tonicidade em meus versos,
na vivacidade das rimas,
às vezes deixo obras mortas
escancarando minhas portas
às minhas quase obras-primas.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Causa e defeito

Por um lapso do pavor,
uma coragem me toma.
lânguida flor-de-jasmim.
Por eclipse do que sou,
uma alegria me doma...
só doma, sou dona de mim.
Por um breve atraso do escuro
lavrado por máculas de luz,
me espasmo em um futuro brilhante.
Por ser tão banal, minha tristeza,
em tudo que me seduz,
traz carnavais no semblante.
uma coragem me toma.
lânguida flor-de-jasmim.
Por eclipse do que sou,
uma alegria me doma...
só doma, sou dona de mim.
Por um breve atraso do escuro
lavrado por máculas de luz,
me espasmo em um futuro brilhante.
Por ser tão banal, minha tristeza,
em tudo que me seduz,
traz carnavais no semblante.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Estilhaços
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Soneto dos Ventos

Trilho destinos em ventos do norte
Solta às amarras do cais,
Presa às arestas da paz
Ao bel prazer, qualquer sorte
Soa-me o aroma da rosa
Nos ventos em versos, ou em vendavais
Mesmo ao ouvir o tom do tempo
No tamborilar da morte
Atento para que a vida
Sussurre suave, qual brisa
Em claves de sol em céu azul
Até que a rosa dos ventos
Em sons, ao cumprir o seu intento,
Me guie aos paradeiros do sul.
Solta às amarras do cais,
Presa às arestas da paz
Ao bel prazer, qualquer sorte
Soa-me o aroma da rosa
Nos ventos em versos, ou em vendavais
Mesmo ao ouvir o tom do tempo
No tamborilar da morte
Atento para que a vida
Sussurre suave, qual brisa
Em claves de sol em céu azul
Até que a rosa dos ventos
Em sons, ao cumprir o seu intento,
Me guie aos paradeiros do sul.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Faltas
Falta-me uma parte para virar metade
Me falta um querer para virar vontade
Falta-me a ampulheta, o tempo em mim hiberna
Me sobram muletas no quebrar das pernas
Falta-me uma gota para virar veneno
Me sobra ser pouco em frasco pequeno
Falta-me ser minguante, renovar, ser meia
Me faltam mais fases para poder ser cheia
Falta-me o sentido do que em mim é exato
Falta-me o que sonho, o que exponho,
Sobra o que expõe o meu anonimato.
Me falta um querer para virar vontade
Falta-me a ampulheta, o tempo em mim hiberna
Me sobram muletas no quebrar das pernas
Falta-me uma gota para virar veneno
Me sobra ser pouco em frasco pequeno
Falta-me ser minguante, renovar, ser meia
Me faltam mais fases para poder ser cheia
Falta-me o sentido do que em mim é exato
Falta-me o que sonho, o que exponho,
Sobra o que expõe o meu anonimato.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Aos esquecidos
domingo, 25 de janeiro de 2009
Passos
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Desejo
Trapaça
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Jardins Marginais

Ave, eu
Me atrevo, vôo
Vou no murmúrio das asas
Com a visão de vãos caminhos
Minha amplitude desfaço
Destruo rosas, botões, casas
Rasante sobre os espinhos
Nas trajetórias que traço
Sobrevivo, sobrevôo
Por altitudes infindas
Passeios longitudinais
Em meio a cactos e orquídeas
Entre o suspenso e o rasteiro
Além, em meus jardins marginais.
Me atrevo, vôo
Vou no murmúrio das asas
Com a visão de vãos caminhos
Minha amplitude desfaço
Destruo rosas, botões, casas
Rasante sobre os espinhos
Nas trajetórias que traço
Sobrevivo, sobrevôo
Por altitudes infindas
Passeios longitudinais
Em meio a cactos e orquídeas
Entre o suspenso e o rasteiro
Além, em meus jardins marginais.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Errante
sábado, 17 de janeiro de 2009
Poesia de Quinta
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