segunda-feira, 25 de junho de 2012
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Pelos cantos
terça-feira, 2 de março de 2010

A noite assombra e a sombra espalha
espelho, cacos, caos e navalha.
Na luz que engole e vomita o breu
galáxias jorram seu leite fora.
No coito dos astros,
cadente é a estrela do dia
que pra nascer implora
e um filamento de alvorada,
só por decreto da natureza,
tem a certeza de ser aurora.
Sobre as cabeças, o céu escasso,
conspiram os astros, em seu afã.
Um pouco acima do chão, desabo.
Talvez eu nem nasça amanhã!
espelho, cacos, caos e navalha.
Na luz que engole e vomita o breu
galáxias jorram seu leite fora.
No coito dos astros,
cadente é a estrela do dia
que pra nascer implora
e um filamento de alvorada,
só por decreto da natureza,
tem a certeza de ser aurora.
Sobre as cabeças, o céu escasso,
conspiram os astros, em seu afã.
Um pouco acima do chão, desabo.
Talvez eu nem nasça amanhã!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Palavras Cruzadas
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Fantasia
Hábeas Corpus
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Manhãs
sábado, 16 de janeiro de 2010
Autotrofia
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Ampulheta
Dos Ares, Águas e Lugares

Resguardando ideias em silêncio incisivo
calo-me na dor da palavra-esquerda.
Evitando para mim um embate fatal
calo mesquinhas palavras que me causariam perda.
Cinjo-me na paz dos ares, águas, lugares,
na filosofia de um sábio grego
falo só, nas profundezas dos meus vastos mares,
calo-me, por tudo o que me causa apego.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Desabrochar

Amanheço o que sou ao me orvalhar de sol
e liberto-me nos raios luzentes que suo.
Transbordo dos olhos uma cor qualquer
com o despertar faceiro da minha flor reclusa.
Em alvorada, meu ser, a descerrar neblina,
ao quebrar o tempo que me faz confusa
tem o traquinar da menina que se faz mulher
orgulhando os seios que me enchem a blusa.
ao quebrar o tempo que me faz confusa
tem o traquinar da menina que se faz mulher
orgulhando os seios que me enchem a blusa.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
Incompletude
sexta-feira, 10 de julho de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
Derivação
Minhas Palavras
Se faço versinhos em versões distorcidas,componho com punhos cerrados.
Palavras pervertidas, criações invertidas a contento,
meus lamentos: negros rumores da alma que às vezes converto
em versos brancos que invento.
Às vezes, portas fechadas,
componho presa a um pé de vento,
ao pé da letra, ao pé da mesa, aos pés de mim mesma.
Tantas vezes caço palavras em palavras mal cruzadas,
em linhas mal traçadas,
quando, mãos amordaçadas, sou eu sempre a frágil presa.
Às vezes represa, comportas abertas,
à livre palavra me prendo.
Fluida liberdade: a busco, abuso, improviso e crio.
Desalinho meus traços, sublinho meus passos,
desafirmo minhas máximas, desonero hemácias, me hidroliso.
Nas redundâncias me encontro,
me asterisco, me pontuo, me reticentencio.
Sem setas, sentenças, parafraseio meus contos,
corrijo meus pontos, me apresso sem metas,
perco o norte, vou ao surreal,
me pego analfabeta, em síntese, sem base,
em plena metástase gramatical.
Com minhas retóricas me calo. Escrevo.
Por instinto, insisto, convenço em silêncio.
Minhas palavras agudas são mudas,
meio ápice, apocalipse, absurdas,
pouco em si cabem,
se cabem, as sobras me invadem.
Mesmo assim componho,
mesmo que tudo se acabe, mesmo que eu volte ao início,
ao rupestre, ao hieróglifo, ao papiro,
que eu caia no precipício do tempo,
que me debata em debates nas Ágoras.
Minhas teorias, meus teoremas,
me pinto um inexato Pitágoras.
Transpiro poemas sob a luz de Apolo,
sob o alívio dos meus eufemismos,
no pouco exagero dos meus delírios,
ou em meus enfáticos paroxismos.
Na tonicidade em meus versos,
na vivacidade das rimas,
às vezes deixo obras mortas
escancarando minhas portas
às minhas quase obras-primas.
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